Casos ocorreram em pelo menos duas escolas públicas da rede estadual de ensino.

Os professores denunciados por assédios em escolas públicas de Fortaleza e Pedra Branca, no interior do Ceará, foram afastados das funções, conforme informado pela Secretaria da Educação (Seduc) nesta quinta-feira (24).

A pasta não disse a quantidade de docentes afastados; segundo o jornal O Povo, foram seis profissionais. Na quinta-feira (17), alunos de uma escola pública da rede estadual de ensino localizada no Bairro Conjunto Ceará, em Fortaleza, realizaram um protesto pelos corredores da escola. (Veja vídeo abaixo)

Os jovens da unidade afirmam que dois professores praticam assédio contra alunas há pelo menos dois anos.

Já em Pedra Branca, os assédios teriam ocorrido na Escola Estadual de Educação Profissional Antônio Rodrigues. Assim como na capital, os estudantes da unidade de ensino também realizaram um ato, na última segunda-feira (21).

“Desde o momento das denúncias, a Seduc está tomando as providências necessárias para que os fatos sejam apurados dentro da legalidade, assegurando a proteção ao sigilo individual dos estudantes, que são menores de idade. As situações específicas estão sendo acompanhadas junto aos demais órgãos, dependendo da natureza da denúncia. Para garantir a transparência e a preservação do espaço escolar e dos envolvidos na apuração, a Seduc já havia afastado os profissionais do ambiente escolar”, diz um trecho da nota da Seduc.

A Secretaria da Educação orienta que os casos sejam registrados por meio da Ouvidoria, pela Central 155, e através das autoridades legais. Além disso, o órgão informa que são adotadas nas escolas políticas de combate ao assédio e outras formas de violência.

“Há momentos de reuniões e rodas de conversas, entre outras iniciativas, além de atendimento às famílias. Os estudantes também são acompanhados por profissionais da área da psicologia. A escola é considerada um espaço de respeito aos direitos humanos e de construção de cidadania. As Competências Socioemocionais foram incluídas no currículo das unidades de ensino, visando ao crescimento pessoal dos estudantes, à construção de projetos de vida, bem como à preparação para a vida acadêmica e profissional”, diz a pasta.

Não é a primeira vez que ocorrem denúncias de assédios de professores contra alunos em unidades públicas de ensino. Em 2021, um dossiê feito por estudantes de um grêmio estudantil, através do #ExposedFortal, gerou uma ação do Ministério Público contra os docentes acusados.

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