O ataque sofrido por um homem na última terça-feira (4), na Praça da Estação, voltou a chamar a atenção para um problema antigo em Quixeramobim: a presença de cães em situação de rua circulando em bandos por diversos pontos da cidade.

O caso aumentou a preocupação de moradores, que cobram medidas para evitar novos incidentes. Além do risco de ataques, a população também demonstra receio em relação à transmissão de doenças, como a leishmaniose visceral (calazar), embora especialistas ressaltem que a doença não é transmitida diretamente pelo cachorro, mas pela picada do mosquito-palha infectado.

Segundo relatos de moradores, a situação é ainda mais preocupante nas primeiras horas da manhã, por volta das 5h, quando dezenas de pessoas utilizam as ruas para caminhadas e corridas. Há registros de praticantes de atividades físicas que afirmam já terem sido perseguidos e até atacados por cães durante os exercícios.

A presença frequente de animais soltos em áreas de grande circulação tem levantado discussões sobre a responsabilidade compartilhada entre o poder público e a população. Enquanto moradores pedem ações efetivas para garantir a segurança das pessoas, protetores da causa animal defendem políticas públicas voltadas ao controle populacional, castração, identificação, adoção responsável e atendimento veterinário.

A situação dos animais em situação de rua é uma preocupação recorrente em Quixeramobim e tem sido alvo constante de reivindicações tanto de moradores quanto de protetores independentes. O desafio é encontrar soluções que conciliem a proteção dos animais com a segurança da população, evitando que novos casos de ataques sejam registrados no município.

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