A circulação dos vírus respiratórios no Ceará apresentou uma mudança de comportamento nas últimas semanas. Embora o número total de notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) tenha diminuído, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) – que pode evoluir para infecções graves em grupos vulneráveis – teve incremento no monitoramento oficial entre os pacientes hospitalizados.

Segundo os últimos informes epidemiológicos divulgados pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), o número passou de 1.006 casos entre as semanas 14 e 17 (de abril a início de maio) para 945 entre as semanas 18 e 21 (do início ao fim de maio).

No intervalo anterior, o rinovírus era o principal agente identificado nos casos graves (31,5%). Porém, no informe mais recente, o VSR apareceu isolado no topo, sendo responsável por 40,9% das detecções de SRAG nas últimas quatro semanas.

A positividade laboratorial do VSR também deu um salto expressivo: enquanto na semana 16 estava em 11,9%, na semana 21 ela atingiu seu patamar mais alto, chegando a 26,0%.

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