Os óbitos foram motivados pelo frio, chuva e fortes ventos repentinos durante o trajeto de 100 km

ultramaratona provoca mortes de corredores na China

A queda brusca de temperatura na província de Gansu, na China, provocou a morte de 21 pessoas que participavam de uma ultramaratona nesse sábado (22).  O granizo, a chuva gelada e os fortes ventos surpreenderam os atletas que participavam da 4ª edição de uma corrida de montanha cross country de 100 km.

Segundo a agência de imprensa oficial Xinhua, 172 pessoas estavam na corrida. Os 21 óbitos foram confirmados pelo canal de televisão CCTV. Os demais participantes conseguiram se salvar.

A tragédia aconteceu quando os corredores estavam em grande altitude, na Floresta de Pedra do Rio Amarelo, perto da cidade de Baiyin, na província de Gansu (noroeste).

Zhang Xuchen, prefeito de Baiyin, informou que ao meio-dia desse sábado uma parte do percurso foi “repentinamente atingida por condições meteorológicas catastróficas”, entre os quilômetros 20 e 31.

“Em pouco tempo, granizo e uma chava gelada caíram repentinamente sobre esta área, e houve fortes ventos. A temperatura baixou drasticamente”, disse Zhang, complementando que oito pessoas chegaram a ser atendidas no hospital com feridas leves.

ultramaratona na china causa mortes

Vítimas

Entre os mortos estão dois veteranos nacionais da maratona, Huang Guanjun e  Liang Jing. Este último venceu várias competições de alta intensidade na China nos últimos anos. Huang, que era surdo-mudo, ganhou a maratona masculina para pessoas com deficiência auditiva nos Jogos Paralímpicos Nacionais de 2019 em Tianjin.

“Como organizadores do evento, sentimos um imenso sentimento de culpa, expressamos nossas profundas condolências às famílias das vítimas e aos corredores feridos”, declarou Zhang.

À imprensa local, que mostrou os sobreviventes cobertos por mantas de emergência, um corredor detalhou que o frio era insuportável.

“Todo o meu corpo estava encharcado, incluindo os sapatos e meias. Não podia me manter de pé por causa do vento, tinha muito medo de que o vento me levasse. O frio era cada vez mais insuportável”, declarou um sobrevivente à imprensa local. “Ao descer da montanha, já sentia sintomas de hipotermia”.

Fonte Diário do Nordeste


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