Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de quase 1 milhão de pessoas todos os anos morrem por suicídio no mundo inteiro, ou seja, uma morte cada 40 segundos. E estima-se ainda que para cada suicídio consumado há de 10-20 tentativas, totalizando em torno de 10-20 milhões de tentativas por ano. Sendo também, a segunda causa de morte no mundo entre os jovens com idade entre 15 e 26 anos. Se não houver ações de prevenção, em 2020 poderá chegar ao patamar de 1,5 milhão de casos por ano. Sendo então, um problema de saúde pública, a OMS convida os países a articularem formas de prevenção.

No nosso país, em média 34 pessoas por dia morrem devido a esse fenômeno. Em 2017 ocorreram 12.495 casos de suicídios no Brasil segundo os dados do Departamento de Informática do SUS (DATASUS), sendo aqui a terceira causa de morte entre os jovens de 15-29 anos, perdendo somente para homicídios e acidentes automobilísticos. Tamanha magnitude desse fenômeno precisa receber atenção de toda a sociedade e das autoridades políticas, cientificas, da saúde etc.

 A cidade de Quixeramobim com seus 79.081 habitantes de vez em quando aparece nos meios de comunicação algum caso. Só para se ter uma ideia, no período de 2001-2018 ocorreram 85 casos de óbitos por suicídio em Quixeramobim sendo que 70 casos foram praticados por homens com o percentual de 82% contra somente 15 (18%) em mulheres segundo os dados do DATASUS, sendo que tais dados foram tabulados por Fábio Pereira. Veja abaixo os gráficos.

 

Um fenômeno como esse não pode ser varrido para debaixo do tapete, ou seja, não receber atenção das autoridades. Até quando veremos casos e mais casos em Quixeramobim, sendo que tem prevenção?

Fábio relata:

“Quando uma pessoa pensa em desistir de viver, ele não deseja morrer de verdade, simplesmente deseja que seu sofrimento ou dor psíquica acabe. Há talvez um transtorno mental ou turbulência emocional que, sucedendo um acontecimento doloroso, é vivenciado como um colapso existencial. Tais situações causam dor psíquica intolerável “psychache”, e como consequência surge o desejo de interrompê-la por meio da cessação do viver. É um momento em que a pessoa precisa de ajuda e apoio não só dos profissionais de saúde, mas também dos familiares e amigos.  A pessoa não deve ser julgada e nem condenada, tal fato só piora a situação. E também não é falta de Deus como as pessoas imaginam. É um problema que afeta todas as classes sociais e até pessoas religiosas. Mas há ajuda e tratamento e também todas as pessoas podem ser agentes na prevenção.”

 

O primeiro passo para a prevenção do comportamento suicida segundo a OMS é conscientização sobre esse tema. Diferentemente dos que a maioria das pessoas pensam, falar sobre o suicídio de forma adequada não induz a pessoa, sendo um assunto que precisa ser falado é essencial que tal ato aconteça para que pessoas que estejam sofrendo busquem ajuda. Precisamos derrubar os tabus sobre o suicídio. Ainda segundo a OMS de acordo com seus relatórios de 2014, outro passo para a prevenção é o treinamento dos profissionais da saúde e outros profissionais como professores e líderes religiosos para perceberem sinais de que a pessoa esteja pensando em desistir de viver e agir de forma correta. Abaixo têm vários links falando de como ajudar alguém e onde buscar ajuda: 

 

Se deseja desabafar um pouco, a pessoa pode ligar para o Centro de Valorização à Vida (CVV) usando o número 188. A ligação é gratuita e também sigilosa ou a pessoa pode acessar o site e conversar diretamente com um atendente em: https://www.cvv.org.br/

 

Como ajudar alguém que pensa em desistir de viver?   https://br.mundopsicologos.com/artigos/como-ajudar-pessoas-com-pensamentos-suicidas

 

Campanha Setembro Amarelo: https://www.setembroamarelo.com/

Você também pode procurar ajuda de especialistas como psicólogos, assistentes sociais, médicos e enfermeiros no município de Quixeramobim.

 

Fábio Pereira de Sousa

Acadêmico de Filosofia e Membro do Projeto de Apoio à Vida- PRAVIDA Canindé

Realiza pesquisas científicas sobre o suicídio há 4 anos

Com informações Fábio Pereira, nosso colaborador

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