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O atirador fez vários disparos contra a manifestação. Foi detido pela PM, mas acabou sendo liberado na Delegacia de Polícia de Itaitinga. A SSPDS informou que “não houve elementos circunstanciais” para o flagrante FOTOS: Fábio Lima/O Povo

Atirador 300

Os tiros foram disparados de uma arma que “desapareceu” após a prisão do suspeito

Já está identificado o homem que disparou tiros contra manifestantes na BR-116, na altura do quilômetro 17, em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), na manhã da última terça-feira (16). O incidente aconteceu no momento em que dezenas de mulheres de detentos faziam um protesto bloqueando a rodovia em frente ao principal portão de acesso ao Complexo Penitenciário de Itaitinga. O atirador seria um PM reformado. Trata-se de Edvardo Enoque da Silva. Por conta disso, o caso deve ser também apurado pela Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos da Segurança Pública e do Sistema Penitenciário (CGDOSPSP).

Detido por colegas de farda, o atirador foi levado para a Delegacia da Polícia Civil de Itaitinga, porém, inexplicavelmente, liberado logo a seguir. Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), em nota oficial sofre o episódio, o auto de prisão não foi lavrado “por não existir elementos circunstanciais para a lavratura do flagrante”. Além disso, a arma que o atirador utilizou para efetuar os disparos não foi também apresentada na delegacia.

Na mesma nota, a SSPDS informa que, ao prestar esclarecimentos sobre o fato, o atirador teria dito que usou um simulacro, isto é, uma arma de brinquedo. No entanto, vídeos postados nas redes sociais mostram que os disparos com arma real causou um tumulto no local, com as mulheres em desespero para escapar dos tiros. Outro vídeo mostra o momento da prisão do suspeito.

Com base nas informações, a Controladoria Geral de Disciplina deve apurar a razão pela qual o atirador não foi atuado em flagrante, e sequer submetido a exame residuográfico, através do qual é constatado se o examinado fez disparos com arma de fogo.

Incidente

Na manhã de terça-feira passada, dezenas de mulheres bloquearam uma das pistas da BR-116 (sentido Capital-Sertão) para protestar diante das condições em que se encontram centenas de presos confinados nas cinco Casas de Privação Provisória da Liberdade (CPPLs) que formam o Complexo Penitenciário de Itaitinga.

O protesto ocorreu horas após a Polícia Militar e o Grupo de Apoio Penitenciário (GAP) controlar um motim nas dependências da Unidade Prisional José Sobreira Amorim. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) pediu o apoio da PM para o desbloqueio da pista, o que gerou um tumulto. Os militares usaram bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta (artefatos não-letais) para dispersar os manifestantes.

Três dias antes do incidente na BR-116, um crime de estupro contra uma menina de 11 anos foi registrado durante a vista aos presos na CPPL 5, também no Complexo Penitenciário de Itaitinga.

Com informações Fernando Ribeiro

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